Las nuevas configuraciones familiares y su incidencia en las instituciones educativas

CONGRESO INTERNACIONAL DE ALAIME 2019
“La Educación Metodista en tiempos de incertidumbre”

PONENCIAS LIBRES
Eje temático: Las nuevas configuraciones familiares y su incidencia en las instituciones educativas

Isabela Dutra[1]

 

Colégio Metodista Americano, Brasil

 

RESUMEN

La contemporaneidad ha requerido una nueva mirada a los problemas vinculados a los tiempos y espacios ocupados por los sujetos sociales. Estas percepciones tienen un impacto directo en las instituciones escolares, cuando existe una mayor búsqueda de los servicios ofrecidos, como deportes, actividades culturales y, en el caso específico de este trabajo, Tiempo integral, lo que significa la expansión del día escolar. Dado este contexto, este artículo tiene como objetivo reflexionar sobre las principales demandas familiares que justifican la búsqueda del cambio inverso y cómo la estructura curricular de este proyecto ayuda en la organización de la rutina familiar. Por lo tanto, se realizará una investigación cualitativa y cuantitativa a través de un cuestionario con la siguiente pregunta: ¿cuál es el motivo de la búsqueda de tiempo completo? Los datos recopilados serán analizados y problematizados dentro de un contexto más amplio de organización familiar en los tiempos contemporáneos.

 

Palabras clave: Escuela. Tiempo integral. Familia

 

Contextualização inicial

            Inicio a escrita desse artigo com uma afirmação que parece simples, entretanto é engendrada em processos históricos que exigem um olhar para o passado: a relação entre escola e família é necessária. Afirmar que escola e família estabelecem essa relação, significa compreender em que momento ambas se tornaram necessárias e alteraram as formas de compreender seus papeis. No Império Romano ou na Grécia Antiga já falávamos em família como sinônimo de pessoas com algum grau de parentesco: primos, tios, sobrinhos etc. Todos viviam sob a égide do patriarcado. A ideia de Escola como a conhecemos hoje, ainda não tinha se estruturado e a educação inicial se dava na própria estrutura familiar. Da Antiguidade Clássica até os tempos modernos, muitas transformações sociais vão gestando um novo modelo de família e escola. A ideia de família patriarcal passa a ser compreendida como uma família mais democrática e os espaços de atuação dos membros da família extrapolam o seio familiar. A família passa a ser vista como instrumento de desenvolvimento social e para tanto era necessário que a formação inicial das crianças fosse gestada num ambiente mais formal, no caso a Escola. Nesse contexto dava-se a emergência da Escola Moderna, bem como a compreensão do sentimento de infância. Quando há um interesse psicológico e de preocupação moral sobre os sujeitos infantis, busca-se um espaço para que sejam educados e formados como sujeitos de uma época (ARIÈS, 2014).

A infância deixa de ocupar seu lugar de resíduo da vida comunitária, como parte de um grande corpo coletivo […]. Agora a criança começa a ser percebida como um ser inacabado, carente e, portanto individualizado, produto de um recorte que reconhece nela a necessidade de resguardo e proteção (NARODOWSKI, 2001, p. 27).

 

Esse olhar colocado sobre a criança produz um sujeito passível de preocupações, inocente e fraco; a criança precisa ser fortalecida, enviando-a às instituições escolares para discipliná-la e orientá-la. Nessa direção, a educação escolar aparece como uma das estratégias mais eficazes de captura desses corpos infantis, ou seja, “a escola substituiu a aprendizagem como meio de educação. Isso quer dizer que a criança deixou de ser misturada aos adultos e de aprender a vida diretamente, através do contato com eles” (ARIÈS, 2014, p.5). A necessidade de manter as crianças na escola aparece cada vez mais necessária quando olhamos para as práticas contemporâneas e percebemos um aumento da busca por escolas que ofereçam outras ofertas além do turno regular de aula. É nesse contexto que essa pesquisa emerge e produz reflexões necessárias sobre a influência da escola nas novas organizações familiares.

 

Tempo Integral: ampliação da jornada escolar

            O Colégio Metodista Americano oferece a possibilidade de Tempo Integral desde 1999, a partir da demanda de famílias que buscavam um ambiente educativo no turno inverso às aulas regulares. A partir do surgimento do Tempo Integral, importantes mudanças foram sendo incorporadas, como a oferta de dias: inicialmente, a família só podia matricular nos cinco dias da semana; as turmas atendidas eram de 1º ao 4º ano; as turmas eram atendidas por uma professora com o apoio de dois monitores. Essas características foram se modificando, uma vez que as famílias também se estruturavam de outras formas: horários diferenciados no trabalho, necessidade de dias alternados no Tempo Integral, desejo de oferecer esportes e Inglês aos/as filhos/as. Essas demandas, entre outras impactaram diretamente na escola, quando esta procurou efetivar algumas alterações, as quais mantém-se até os dias de hoje: liberdade na escolha de dias da semana (1 a 5 dias) e a oferta de duas oficinas por dia (configurando dez oficinas semanais: cinco esportivas, duas de inglês, uma de nutrição, uma de sessão historiada e uma de musicalização). Essa configuração tem se mostrado interessante, no momento em que o número de alunos/as matriculados/as cresce ao longo do ano letivo, o que nos possibilita pensar que a organização do currículo do Tempo Integral vai ao encontro da organização familiar. A partir dessa premissa, esse artigo, através da pergunta: qual o motivo da busca pelo Tempo Integral?, objetivou refletir sobre as principais demandas familiares que fazem com que o Tempo Integral seja uma necessidade para as famílias na contemporaneidade.

 

Pesquisa e reflexões provocadas

            As matrículas no Tempo Integral do Colégio Americano aumentam com o passar dos meses. No início do ano foram contabilizadas, aproximadamente 150 matrículas e com o passar de 4 meses, estas subiram para 190, aproximadamente. Diante desse aumento, buscou-se compreender o motivo da principal busca pelo turno inverso através de uma pesquisa enviada às famílias e com possibilidade de múltipla escolha. Uma média de 100 famílias recebeu a pesquisa, entretanto o número de respostas foi apenas de 33%, aproximadamente. O gráfico abaixo, traz as respostas indicadas

            Diante da pergunta “qual o motivo da busca pelo Tempo Integral”, percebemos que praticamente todas as famílias (28 de 33 famílias), respondeu que matriculam seus/suas filhos/as, pois o Tempo Integral “auxilia na organização da rotina dos familiares e responsáveis”. A segunda resposta mais indicada explicita que a “possibilidade da escolha da quantidade de dias da semana”, também é um fator importante nesse caso. É importante notar que essa resposta refere-se a uma das principais mudanças sofridas na organização do Tempo Integral: liberdade na escolha dos dias.

            Diante das respostas e das conversas com as famílias sobre essa pesquisa[2], é possível afirmar que o modelo de família contemporâneo, necessita da ampliação da jornada escolar para poder organizar sua rotina de trabalho, um vez que ambos os responsáveis estão inseridos no mercado de trabalho e necessitam de uma rotina mais flexível no espaço escolar, como a do Tempo Integral. Muitos ainda trouxeram que a estrutura familiar não contempla grande grupos de parentes “como antigamente[3]”, os quais ficavam com os/as filhos/as durante o turno inverso da escola, para que os pais pudessem trabalhar. Atualmente, as únicas pessoas disponíveis para estarem com os/as filhos/as, são o pai ou a mãe. Essas configurações familiares impactam no ambiente escolar, uma vez que este precisa estar atento às demandas contemporâneas e dialogar com as mesmas.

            Importante destacar que entende-se os limites desse artigo para análises mais profundas, entretanto, esta pesquisa, construída para a elaboração deste artigo, terá continuidade após os debates feitos, pois mostra-se potente para qualificar o currículo do Tempo Integral do Colégio Americano, o qual está atento às mudanças sociais e a atualização das suas práticas.

           

Referências Bibliográficas

ARIÈS, Philippe. História Social da Criança e da Família. Tradução Dora Flaksma. 2. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2014.

NARODOWSKI, Mariano. Infância e poder: conformação da pedagogia
moderna. Bragança Paulista: Universidade São Francisco, 2001.

[1] Doutora, Coordenadora Pedagógica da Educação Infantil e Tempo Integral, Colégio Metodista Americano, isabela.dutra@americano.metodista.br

[2] Conversas realizadas informalmente e que não foram transcritas e tabuladas para esse artigo, mas servem como indicativo para pensar as novas formas de organização familiar na contemporaneidade.

[3] Fala de uma mãe

Conversando em Família

Chateando con la família

 

Flavio Trindade Antunes[1]

Lúcia Cancherini[2]

Maria da Graça Vilagran[3]

Pastoral Escolar e Círculo de Pais e Mães (CPM)

Colégio Metodista Americano – Porto Alegre/RS – Brasil

 

 

 

A família tradicional era o espaço onde todas as coisas aconteciam, pois era junto a família que ocorria o desenvolvimento educativo e sócio emocional dos indivíduos, era também o espaço de aprendizado dos fazeres domésticos como por exemplo: o pão, o vestuário, a educação e a profissionalização.

A medida em que a sociedade foi evoluindo, ocorreu profundas mudanças, especialmente o processo de terceirização dos fazeres, desta maneira, as famílias foram delegando suas responsabilidades, e em decorrência disso, foi perdendo espaço importante na construção de relacionamentos saudáveis.

E neste processo surgiram modelos familiares distintos, aos quais não queremos rotular, porém, independentemente de como se organizam essas famílias, entendemos que precisam estabelecer vínculos afetivos sólidos, que possam nutrir valores e preparar os indivíduos para agir com maturidade e responsabilidade no mundo.

A vivência de relacionamentos familiares é algo maravilhoso e fundamental ao ser humano, porém, não é algo fácil de se alcançar, especialmente diante das constantes mudanças sociais que ocorrem, onde a família é colocada à prova diariamente.

Vivemos a chamada era das comunicações, no entanto cada vez menos as famílias dialogam. Querem saber sobre tudo, porém, cada vez mais desconhecem a linguagem do amor, do compartilhar, do brincar, do estar juntos de fato.

Não é por acaso que vimos tantas famílias não sabendo encontrar soluções para os conflitos e problemas que enfrentam.

 

PALAVRAS-CHAVE: Família. Diálogo. Relacionamentos. Desafios

 

OBJETIVO GERAL

 

Integrar escola e família.

 

OBJETIVOS

 

Fortalecer as relações com alunos e familiares.

Refletir com a família os desafios do desenvolvimento da criança e do adolescente.

Fortalecer a afetividade e a espiritualidade.

Ajudar na fidelização dos alunos/as, tornando a escola cada vez mais, um espaço de presença familiar.

 

JUSTIFICATIVA

 

A família tem um papel extremamente importante na construção do sucesso e do fracasso escolar à medida que funciona como um grupo afetivo, responsável por grande parte da formação cultural, e do estabelecimento dos projetos de vida e identidade dos/as alunos/as, pois, ela é o agente de socialização primária, por transmitir as crianças desde o nascimento, padrões de comportamento, hábitos, costumes, maneiras de se expressar e agir, etc.

Para tanto, faz-se necessário estabelecer uma rede de apoio mútuo, com intuito de diagnosticar as dificuldades concernentes as famílias e estabelecer ações que possibilitem a superação de problemas.

Neste sentido, o Projeto Conversando em Família se torna um espaço de promoção deste compartilhar, unindo Escola e Família, através do Círculo de Pais e Mães (CPM) e da Pastoral.

 

METODOLOGIA

 

Reuniões mensais com uma hora de duração.

Primeiro momento: acolhida pelo CPM.

Segundo momento: trinta minutos de abordagem de um tema à luz da Palavra de Deus pela Pastoral Escolar. É utilizada a TV do CPM para projeção da apresentação.

Em diversos encontros são utilizadas dinâmicas que ajudam a ilustrar a temática proposta.

Terceiro momento: Compartilhamento de ideias e experiências entre os familiares presentes. Neste momento os presentes são convidados a saborear o café preparado com muito carinho pelo CPM, e em toda a programação é partilhada a cuia de chimarrão. Criando assim, um clima descontraído e de estreitamento de vínculos.

 

CRONOGRAMA

 

Realização de reuniões mensais, alternadas entre manhãs e finais de tarde, horários de início ou final de aulas, quando os pais trazem ou buscam seus filhos no colégio.

Utilização do espaço do CPM para as reuniões.

Datas previstas no calendário do Colégio e amplamente divulgada nos encontros, nas mídias do colégio e redes sociais.

 

 

REFERENCIAIS TEÓRICOS

 

Kemp, Jaime e Judith, Bíblia de Estudo da Família, Editora Sociedade Bíblica, 2017.

SWINDOLL, Chuck, The Strong Family, Editora Zondervan, USA, 1994.

CLOUD, Henry e Jonh Townsend, Limites para ensinar aos filhos – quando dizer sim, quando dizer não, Editora Vida; 2001.

CLOUD, Henry e Jonh Townsend, Limites no casamento, Vida Editora; 2002.

CORTELLA, Mario Sérgio, Família: Urgências e turbulências, Cortez Editora, 2017.

PIERANGELI, Angela, Quando o relacionamento na família é bom, Editora No Cenáculo, 2014.

PIANGERS, Marcos, O papai é pop, Editora Belas Letras, 2015.

BAKER, Mark W, Jesus, o maior psicólogo que já existiu, Editora Sextante, 2005.

CURY, Augusto, Pais brilhantes – Professores fascinantes, Editora Sextante, 2003.

 

RECURSOS PARA APRESENTAÇÃO

 

Projetor multimídia, notebook e apresentador.

Os demais materiais serão levados pela Pastoral e CPM.

[1] Pastor da Pastoral Escolar Colégio Metodista Americano, flavio.antunes1@ipa.metodista.br

[2] Presidente do CPM – Círculo de Pais e Mães, Colégio Metodista Americano, cpm@americano.metodista.br

[3] Pastora da Pastoral Escolar Colégio Metodista Americano, graca.vilagran@americano.metodista.br